Different Game - Capitulo Dois
Uma série de caminhões atravessavam com tudo pelos viadutos de Los Angeles, as cargas pintadas em vermelho apresentavam serem bastante resistentes, os veículos dominavam todas as faixas e os carros tinham medo de se aproximar deles, sabiam que ali coisa boa não deveria ter.
Parado no acostamento, o policial Chris Stevens juntamente com seu parceiro Stanley avistaram os cargueiros, eles se olharam e assentiram, assim que os veículos passaram por eles, os policiais acionaram suas sirenes e começaram a perseguição, os caminhões não pararam e sim aumentaram a velocidade.
"PD1 para a central, alguém na escuta?" disse Chris no rádio.
"Central para PD1, na escuta"
"Estamos em perseguição, vamos precisar de mais viaturas"
"Afirmativo já estamos tentando encontrar sua localização, algum ponto de referência?"
"Acabamos de passar pelo viaduto que leva ao centro de Los Angeles"
"Já achamos, os reforços estão a caminho"
Os caminhões começaram a se dividir entre as pistas, e os dois policiais que estavam de moto não sabiam bem para onde seguir, pois eram muitos, no final cada um seguiu uma rota onde deduzira ter mais cargas e acabaram se distanciando. Nervoso, Chris deu ordem de prisão três vezes, mas logo acabou perdendo a paciência e em uma tentativa de fazer com que os veículos parassem ele começou a atirar, atirou uma, duas, três, quatro e cinco vezes, mas não havia feito um arranhado se quer nos caminhões. um dos veículos entrara na contramão e Chris com o intuito de evitar acidentes seguiu o caminhão e saia buzinando por dentre o trânsito.
"Saiam da frente, saiam"
Helicópteros já podiam ser ouvidos e mais sirenes também, mais uma vez, porém em vão, o policial tentou acertar a roda do caminhão desgovernado, na outra mão Chris avistou seu amigo vindo em sua direção e então de repente, o cargueiro invadiu a outra pista acertando em cheio a moto em que Stanley pilotava.
"Não!" gritou o policial ao ver seu amigo voar com o impacto.
E então o mundo parecia mais devagar, as duas pistas estavam um caos, apesar de outros veículos terem se envolvido no acidente, para Chris parecia que apenas Stevens havia se ferido. O policial desceu da moto e correu em direção ao amigo que já se encontrava em uma poça de sangue e desfalecido no chão, as demais equipes da polícia de L.A já estavam fazendo o desvio nos dois sentidos da pista e já tinham chamado por socorro.
"Vem Stevens" dizia algum policial tentando afastar Chris de Stanley. "Você precisa se afastar" Alertava a voz.
"Stanley, cara não faz isso comigo" Chorava o loiro, mas o policial se quer fazia algum movimento.
A equipe de resgate chegou e Chris insistia para ir na ambulância, mas ninguém da corporação deixara. O caos estava plantado em Los Angeles.
Não muito longe dali, em Beverly Hills, o magnata milionário, Armando Fernandez aproveitava a belíssima vista de sua varanda, meninas semi nuas dançando ao redor de sua piscina, música alta, e drogas. Com uma das mãos colocada dentro do bolso de sua calça e com a outra virando um copo de uísque ele recebeu a informação de um de seus homens.
"Está feito" sussurrou Abel, seu braço direito, o chefe nada disse apenas observou o rapaz e virou de uma vez só o liquido em sua garganta.
"Hora de comemorar." Exclamou tacando o copo no chão, como imãs a música e os gritos aumentaram com a manifestação de Armando, e olha que não era nem 18 horas ainda.
Por alguma razão, apenas Giselle veio ao encontro de Bia no final do dia, e nem fora para ela ter a conversa que Jo havia dito que elas iriam ter mais cedo.
"Onde está Jo?" Indagou a caçula dos Torettos, de forma completamente impassível, Giselle entregou uma mochila a Bia e sorrindo disse.
"Aproveite a festa, fui eu mesma quem fez sua mala, sua irmã está muito ocupada resolvendo algumas questões com o Vin e achou melhor deixar a conversa para outro dia" Giselle tentava de todas as maneiras agir de forma normal, e para a alegria da israelense, ela conseguiu.
"Ah tudo bem, a Demi ainda não foi então irei pegar uma carona com ela, mande um beijo a eles por mim, tá Gi?" Bia disse colocando segurando a mochila, a mulher assentiu. "Até amanhã" ela deu um beijo na bochecha da amiga e saiu correndo de volta à escola, Giselle suspirou.
"Espera só até ela saber o caos que esta aquela casa" comentou consigo mesma, afastando os pensamentos estranhos, Giselle entrou no carro de Jordana e deu partida, apesar do final de tarde algo lhe dizia que ainda muitas outras coisas viriam a rolar.
Os portões negros com dois dragões dourados como destaque no centro, se abriram para dar passagem à Mark, o rapaz estava extremamente tenso e com medo do que estaria o aguardando dali para frente, ao atravessar o enorme jardim chinês ele ficou parado em frente as portas da mansão, estava em dúvida do que falar e se realmente havia sido uma boa ideia atravessar a cidade para dar a notícia ou se era melhor um simples telefonema, enquanto pensava a governanta da casa abriu as portas o tirando do devaneio.
"Senhora Groove" disse Mark sorrindo para a idosa. "Eu vim ver o Jackson, poderia me anunciar?" A mulher parecia um pouco tensa.
"Senhor Tuan, temo que ele já saiba e já esperava sua visita, ele está no escritório, e está em um dia muito ruim hoje" alertou a senhora, Mark engoliu em seco. "Por favor, entre" disse ela dando passagem, MArk suspirou e passou, ele percebeu que a senhora Groove não o acompanharia e talvez realmente fosse melhor assim.
A mansão de Jackson tinha todo seu interior estruturado com mármore branco e detalhes em dourado e vermelho, os lustres eram de cristais com acabamento em ouro maciço, nos pilares haviam pequenas pinturas douradas com dizeres em chinês que Mark não sabia o que significavam. Ao ir atravessando a mansão em direção às escadas, ele via cada vez mais movimento dos homens de Jackson, todos muito bem protegidos e portando armamentos pesados, ele subiu em direção ao escritório do amigo que ficava no segundo andar, diferentemente do térreo, o corredor do escritório estava totalmente silencioso, não havia ninguém ali a não ser Mark e sua sombra, ele caminhou até a porta e deu três batidas.
"Entre" disse a voz mal-humorada de Jackson.
Mark abriu apenas uma fresta da porta e colocou a cabeça dentro do escritório, ele viu Jackson debruçado sobre a mesa observando diversos papéis, a TV também estava ligada falando sobre o gravíssimo acidente que ocorrera no final desta tarde nos viadutos de Los Angeles.
"Oi Jack" Mark disse quase como um sussurro, o olhar do chinês era claramente de poucos amigos e ele fez um sinal para o rapaz entrar no escritório. "Sobre o que aconteceu hoje, eu realmente não sei..."
"Não diga que não sabe, Mark, sempre se deixa pistas minha carga foi manipulada e eu quero saber porquê e por quem" Disse Jackson cortando o amigo, apesar da voz calma, Mark sabia que o chinês deveria estar muito puto da vida com tudo o que acontecera. "Como que uma carga, se torna de repente descontrolada, afronta a polícia e ainda mata um policial...Diz para mim, isso faz algum sentido para você? Não havia drogas naquele compartimento, inclusive os jornais falaram que ele estava vazio, ou seja, ele já saiu do meu depósito vazio, tendo sido roubado antes de chegar ao seu destino."
"Justamente, é isso que não faz sentido, antes de enviarmos as cargas elas foram checadas, não tinha como não haver nada naquele compartimento, todos os motoristas eram da TEAW e..."
"Quem era o motorista dessa carga?"
"Ainda não divulgaram o nome cara, e a polícia não revela em qual hospital ele está, estamos fazendo contato com todos os motoristas de cada caminhão, o que não responder saberemos que é ele." Jackson apoiou os cotovelos sob a mesa e observou atentamente Mark
" A maioria das cargas conseguiu chegar em seu destino?"
"Ainda não, é outra razão pela qual estamos contatando eles."
"Temos um traidor em nossa equipe, Mark, e eu não estou falando do motorista...Não, é alguém daqui de dentro e eu vou descobrir quem é e acabar a vida desse filho da puta." Ameaçou tirando seu revolver da cintura e colocando em cima da mesa. "Algo mais?"
Antes que Mark pudesse responder seu celular toca, ele olha no visor e rapidamente atende, ele conversa em taiwanes com a pessoa do outro lado da linha enquanto Jackson observa tudo feito um falcão, ao finalizar a ligação, o rapaz olha para o chefe e diz.
"Achamos nosso suspeito".

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